Espirometria
PNEUMOLAB Espirometria
Curva fluxo-volume · resposta ao broncodilatador
Reduza para simular restrição: a curva encolhe, mas mantém o formato.
Escava o ramo descendente e derruba o pico de fluxo.
Só o pico depende do esforço. O resto da curva não.
Acima de zero, a curva pós aparece em ciano sobre a pré.
Idade, altura e sexo definem os valores previstos. Sem eles, os números absolutos não significam nada.
Roteiro de prática
Obstrução, restrição e a forma da curva
Quatro experimentos guiados. Ao final você deve conseguir olhar para uma curva fluxo-volume e classificar o distúrbio antes mesmo de ler os números.
Duração estimada: 50 minutos · Pré-requisitos: volumes e capacidades pulmonares, resistência das vias aéreas
Antes de começar: as duas curvas mostram a mesma manobra +
A curva da esquerda (fluxo-volume) mostra o fluxo em cada momento do esvaziamento. A da direita (volume-tempo) mostra o mesmo esvaziamento ao longo do tempo. São duas leituras do mesmo sopro.
O ponto que confunde: o pico da curva fluxo-volume depende do esforço do paciente, mas o restante do ramo descendente não. Depois dos primeiros instantes, o fluxo passa a ser limitado pelas próprias vias aéreas, e soprar com mais força não muda nada. É por isso que a espirometria é reprodutível.
Valores absolutos não significam nada sozinhos. Uma CVF de 3,0 L pode ser normal numa mulher de 70 anos e muito baixa num homem de 25. Por isso existem os valores previstos.
01 O que o esforço muda, e o que não muda +
Hipótese a testar
Se o paciente soprar com mais força, os valores da espirometria melhoram. Verdadeiro ou falso?
Procedimento
- Clique em Normal.
- Reduza o esforço de 9,8 para 6,0 L/s e depois para 4,0. Anote o pico e o VEF₁ em cada valor.
- Observe o ramo descendente da curva: ele muda de posição ou só o pico muda?
- Volte o esforço para 9,8 e agora aumente a obstrução para 60%. Compare o efeito.
Registro
| Condição | PFE | VEF₁ | VEF₁/CVF |
|---|---|---|---|
| Esforço 9,8 | |||
| Esforço 6,0 | |||
| Esforço 4,0 | |||
| Obstrução 60% |
Para responder
- Reduzir o esforço mudou mais o pico ou a relação VEF₁/CVF? E a obstrução?
- Por que o fluxo passa a ser independente do esforço depois dos primeiros instantes? Pense no que acontece com a pressão dentro e fora das vias aéreas durante a expiração forçada.
- Um técnico relata que o paciente “não colaborou”. Que parte da curva denunciaria isso?
02 Dois padrões, duas formas +
Pergunta central
Dois pacientes têm VEF₁ de 2,3 L. Um tem DPOC, o outro tem fibrose pulmonar. Que número os separa?
Procedimento
- Clique em DPOC. Anote todos os valores e descreva a forma da curva.
- Clique em Fibrose. Anote e descreva.
- Compare lado a lado: qual curva está escavada e qual está apenas menor?
- Observe também a duração da expiração na curva volume-tempo em cada caso.
Registro
| Caso | CVF | VEF₁ | Relação | Forma da curva |
|---|---|---|---|---|
| DPOC | ||||
| Fibrose |
Para responder
- Qual é o único parâmetro que distingue obstrução de restrição com segurança?
- Na obstrução, por que a relação cai se ambos, VEF₁ e CVF, estão reduzidos?
- Na restrição, por que a relação pode até subir acima do normal?
- Por que a espirometria apenas sugere restrição, sem confirmar? Que exame confirmaria?
03 A prova do broncodilatador +
Contexto clínico
A resposta é considerada significativa quando o VEF₁ aumenta pelo menos 200 mL e pelo menos 12% em relação ao valor inicial. Os dois critérios ao mesmo tempo.
Procedimento
- Clique em Asma. Observe as duas curvas sobrepostas e anote a resposta.
- Clique em DPOC e anote a resposta.
- Na DPOC, aumente o broncodilatador até o critério ser atendido. Que valor foi necessário?
- Volte à asma e reduza o broncodilatador até a resposta deixar de ser significativa.
Registro
| Caso | VEF₁ pré | Resposta | Significativa? |
|---|---|---|---|
| Asma | |||
| DPOC |
Para responder
- Por que a asma responde ao broncodilatador e a DPOC responde pouco? Que diferença fisiopatológica explica isso?
- Por que exigir os dois critérios (200 mL e 12%) em vez de apenas um? Pense num paciente com VEF₁ inicial muito baixo.
- Um paciente com DPOC teve resposta significativa. Isso descarta o diagnóstico? Justifique.
- Ausência de resposta ao broncodilatador exclui asma? Pense num asmático em período assintomático.
04 A armadilha do valor previsto +
Hipótese a testar
Uma CVF de 3,0 L é baixa. Verdadeiro ou falso?
Procedimento
- Ajuste a capacidade vital para 3,0 L, sem obstrução.
- Com paciente masculino, 25 anos, 185 cm, anote o percentual do previsto e o laudo.
- Agora mude para feminino, 72 anos, 152 cm, sem tocar na capacidade vital.
- Anote de novo o percentual e o laudo.
Registro
| Paciente | CVF medida | % do previsto | Laudo |
|---|---|---|---|
| Homem, 25 anos, 185 cm | 3,0 L | ||
| Mulher, 72 anos, 152 cm | 3,0 L |
Para responder
- O mesmo volume gerou dois laudos opostos. Por quê?
- Que três variáveis entram no cálculo do previsto, e por que cada uma importa?
- Agora clique em Distúrbio misto e leia o laudo com atenção. Que ressalva ele faz sobre a CVF reduzida na obstrução grave?
- Por que a obstrução grave pode reduzir a capacidade vital sem que exista restrição de verdade? Relacione com o aprisionamento aéreo que você viu no simulador de ventilação mecânica.
Síntese: o que levar desta prática +
Escreva um roteiro de leitura de espirometria em três passos, na ordem em que você olharia os números. Depois teste em todos os cinco casos do simulador, escrevendo o laudo antes de ler o do sistema.
Para ir além
Este simulador mostra apenas a alça expiratória completa e um ramo inspiratório simplificado. Na prática, o formato do ramo inspiratório é o que revela obstruções das vias aéreas superiores, e o padrão muda conforme a obstrução seja fixa, variável intratorácica ou variável extratorácica. Investigue por que cada uma dessas três produz um achatamento em parte diferente da alça.
