Espirometria

PNEUMOLAB Espirometria

Curva fluxo-volume · resposta ao broncodilatador

Capacidade vital5,0 L

Reduza para simular restrição: a curva encolhe, mas mantém o formato.

Obstrução0%

Escava o ramo descendente e derruba o pico de fluxo.

Esforço (pico)9,8 L/s

Só o pico depende do esforço. O resto da curva não.

Broncodilatador0%

Acima de zero, a curva pós aparece em ciano sobre a pré.

Sexo
Idade40 anos
Altura175 cm

Idade, altura e sexo definem os valores previstos. Sem eles, os números absolutos não significam nada.

Fundo
CVF (L) —
VEF₁ (L) —
VEF₁/CVF —
PFE (L/min) —
FEF 25-75 —
Resposta ao BD —
CVF / VEF₁ como percentual do previsto: —
Escolha um caso ou ajuste os controles.

Roteiro de prática

Obstrução, restrição e a forma da curva

Quatro experimentos guiados. Ao final você deve conseguir olhar para uma curva fluxo-volume e classificar o distúrbio antes mesmo de ler os números.

Duração estimada: 50 minutos  ·  Pré-requisitos: volumes e capacidades pulmonares, resistência das vias aéreas

Antes de começar: as duas curvas mostram a mesma manobra +

A curva da esquerda (fluxo-volume) mostra o fluxo em cada momento do esvaziamento. A da direita (volume-tempo) mostra o mesmo esvaziamento ao longo do tempo. São duas leituras do mesmo sopro.

O ponto que confunde: o pico da curva fluxo-volume depende do esforço do paciente, mas o restante do ramo descendente não. Depois dos primeiros instantes, o fluxo passa a ser limitado pelas próprias vias aéreas, e soprar com mais força não muda nada. É por isso que a espirometria é reprodutível.

Valores absolutos não significam nada sozinhos. Uma CVF de 3,0 L pode ser normal numa mulher de 70 anos e muito baixa num homem de 25. Por isso existem os valores previstos.

01 O que o esforço muda, e o que não muda +

Hipótese a testar

Se o paciente soprar com mais força, os valores da espirometria melhoram. Verdadeiro ou falso?

Procedimento

  1. Clique em Normal.
  2. Reduza o esforço de 9,8 para 6,0 L/s e depois para 4,0. Anote o pico e o VEF₁ em cada valor.
  3. Observe o ramo descendente da curva: ele muda de posição ou só o pico muda?
  4. Volte o esforço para 9,8 e agora aumente a obstrução para 60%. Compare o efeito.

Registro

Condição PFE VEF₁ VEF₁/CVF
Esforço 9,8
Esforço 6,0
Esforço 4,0
Obstrução 60%

Para responder

  1. Reduzir o esforço mudou mais o pico ou a relação VEF₁/CVF? E a obstrução?
  2. Por que o fluxo passa a ser independente do esforço depois dos primeiros instantes? Pense no que acontece com a pressão dentro e fora das vias aéreas durante a expiração forçada.
  3. Um técnico relata que o paciente “não colaborou”. Que parte da curva denunciaria isso?
02 Dois padrões, duas formas +

Pergunta central

Dois pacientes têm VEF₁ de 2,3 L. Um tem DPOC, o outro tem fibrose pulmonar. Que número os separa?

Procedimento

  1. Clique em DPOC. Anote todos os valores e descreva a forma da curva.
  2. Clique em Fibrose. Anote e descreva.
  3. Compare lado a lado: qual curva está escavada e qual está apenas menor?
  4. Observe também a duração da expiração na curva volume-tempo em cada caso.

Registro

Caso CVF VEF₁ Relação Forma da curva
DPOC
Fibrose

Para responder

  1. Qual é o único parâmetro que distingue obstrução de restrição com segurança?
  2. Na obstrução, por que a relação cai se ambos, VEF₁ e CVF, estão reduzidos?
  3. Na restrição, por que a relação pode até subir acima do normal?
  4. Por que a espirometria apenas sugere restrição, sem confirmar? Que exame confirmaria?
03 A prova do broncodilatador +

Contexto clínico

A resposta é considerada significativa quando o VEF₁ aumenta pelo menos 200 mL e pelo menos 12% em relação ao valor inicial. Os dois critérios ao mesmo tempo.

Procedimento

  1. Clique em Asma. Observe as duas curvas sobrepostas e anote a resposta.
  2. Clique em DPOC e anote a resposta.
  3. Na DPOC, aumente o broncodilatador até o critério ser atendido. Que valor foi necessário?
  4. Volte à asma e reduza o broncodilatador até a resposta deixar de ser significativa.

Registro

Caso VEF₁ pré Resposta Significativa?
Asma
DPOC

Para responder

  1. Por que a asma responde ao broncodilatador e a DPOC responde pouco? Que diferença fisiopatológica explica isso?
  2. Por que exigir os dois critérios (200 mL e 12%) em vez de apenas um? Pense num paciente com VEF₁ inicial muito baixo.
  3. Um paciente com DPOC teve resposta significativa. Isso descarta o diagnóstico? Justifique.
  4. Ausência de resposta ao broncodilatador exclui asma? Pense num asmático em período assintomático.
04 A armadilha do valor previsto +

Hipótese a testar

Uma CVF de 3,0 L é baixa. Verdadeiro ou falso?

Procedimento

  1. Ajuste a capacidade vital para 3,0 L, sem obstrução.
  2. Com paciente masculino, 25 anos, 185 cm, anote o percentual do previsto e o laudo.
  3. Agora mude para feminino, 72 anos, 152 cm, sem tocar na capacidade vital.
  4. Anote de novo o percentual e o laudo.

Registro

Paciente CVF medida % do previsto Laudo
Homem, 25 anos, 185 cm3,0 L
Mulher, 72 anos, 152 cm3,0 L

Para responder

  1. O mesmo volume gerou dois laudos opostos. Por quê?
  2. Que três variáveis entram no cálculo do previsto, e por que cada uma importa?
  3. Agora clique em Distúrbio misto e leia o laudo com atenção. Que ressalva ele faz sobre a CVF reduzida na obstrução grave?
  4. Por que a obstrução grave pode reduzir a capacidade vital sem que exista restrição de verdade? Relacione com o aprisionamento aéreo que você viu no simulador de ventilação mecânica.
Síntese: o que levar desta prática +

Escreva um roteiro de leitura de espirometria em três passos, na ordem em que você olharia os números. Depois teste em todos os cinco casos do simulador, escrevendo o laudo antes de ler o do sistema.

Para ir além

Este simulador mostra apenas a alça expiratória completa e um ramo inspiratório simplificado. Na prática, o formato do ramo inspiratório é o que revela obstruções das vias aéreas superiores, e o padrão muda conforme a obstrução seja fixa, variável intratorácica ou variável extratorácica. Investigue por que cada uma dessas três produz um achatamento em parte diferente da alça.