Ressonância

Física Médica

Ressonância: dois botões, três contrastes

TR e TE mudando o mesmo corte ao vivo — sem etapa de aquisição

TR (tempo de repetição) 500 ms

Tempo entre pulsos — controla quanto cada tecido recupera magnetização longitudinal (T1).

TE (tempo de eco) 15 ms

Tempo até medir o sinal — controla quanto cada tecido já perdeu de magnetização transversal (T2).

Fatia 10 / 20

Percorre a pilha do topo à base do crânio — os ventrículos só aparecem no meio.

Ganho de exibição 1.3x

Crânio esquemático: osso (sem sinal, sempre preto), LCR nos ventrículos e no espaço subaracnóideo, um córtex (substância cinzenta) espesso e ondulado imitando giros/sulcos reais, e substância branca no centro. Cada tecido tem T1 e T2 próprios — mexer em TR/TE não muda o tecido, só revela ou esconde essas diferenças.

Ponderação —
Fatia —
TR —
TE —
Sempre ao vivo — mexer em TR/TE atualiza na hora
Fundo dos gráficos

Recuperação T1 (Mz) por tecido

Decaimento T2 (Mxy) por tecido

Sinal previsto por tecido, no TR/TE atual

Equação de sinal spin-eco S = DP·(1−e^(−TR/T1))·e^(−TE/T2). Valores de T1/T2 por tecido aproximados de Bottomley et al. (Medical Physics, 1984). Modelo didático simplificado — não representa codificação espacial real (gradientes, espaço-k, tempo de aquisição), só a equação de sinal por tecido.

Artigo

Leia a explicação completa antes ou durante o experimento — o simulador continua disponível enquanto você lê.

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Roteiro de prática

TR, TE e os três contrastes clássicos

Oito passos guiados. Ao final você deve conseguir olhar uma imagem de RM e dizer, só pelo brilho do líquor, se ela é ponderada em T1 ou em T2 — sem precisar ler a etiqueta da sequência.

Duração estimada: 30 minutos

Antes de começar: o que cada termo significa
TR tempo de repetição Tempo entre um pulso de radiofrequência e o próximo, em milissegundos. Você escolhe.
TE tempo de eco Tempo entre o pulso e a hora de medir o sinal, em milissegundos. Você escolhe.
T1 relaxação longitudinal Quão rápido cada tecido “recupera” magnetização depois do pulso. Propriedade fixa do tecido — você não controla.
T2 relaxação transversal Quão rápido cada tecido “perde” sinal depois do pulso. Também é propriedade fixa do tecido.
DP densidade de prótons Quanto hidrogênio (água/gordura) existe naquele tecido — mais prótons, mais sinal disponível.
Ponderação weighting Qual dos três fatores (T1, T2 ou DP) domina o contraste da imagem, dado o TR/TE escolhidos.
01 Conhecendo a imagem

Clique em Restaurar. Observe a imagem: um anel externo, um córtex ondulado, substância branca no meio, e os dois ventrículos.

1. Onde fica o osso na imagem? Ele aparece de alguma cor, ou desaparece completamente?

2. Sem mexer em nada, olhe os três gráficos embaixo. O marcador amarelo no gráfico de T1 está perto de 0 ou perto de 5000? E no de T2?

02 T1-ponderado: o líquor escuro

Clique no cenário T1-ponderado. Olhe os ventrículos (LCR).

1. Eles estão mais claros ou mais escuros que a substância branca ao redor?

2. No gráfico de recuperação T1, a curva do LCR está bem abaixo das outras nesse TR curto. Uma curva “baixa” nesse gráfico significa pouca ou muita magnetização recuperada? Isso explica por que o LCR fica escuro?

03 T2-ponderado: o líquor brilhante

Clique em T2-ponderado. Olhe os ventrículos de novo.

Cenário LCR aparece
T1-ponderado_____
T2-ponderado_____

1. O LCR inverteu de escuro pra claro entre os dois cenários?

2. No gráfico de decaimento T2, a curva do LCR cai muito mais devagar que as outras. Isso significa que, num TE longo, o LCR ainda tem muito sinal sobrando, ou já perdeu quase tudo? Relacione com o que você viu na imagem.

04 Densidade de prótons: o meio-termo

Clique em Densidade de prótons.

1. O contraste entre córtex e substância branca ficou mais forte, mais fraco, ou parecido com os outros dois cenários?

2. Esse cenário usa TR longo (como o T2) mas TE curto (como o T1). Por que TR longo sozinho, sem TE longo, evita que o T2 “atrapalhe” o contraste de densidade de prótons?

05 Osso: o tecido que nunca aparece

Teste os três cenários de novo, olhando só a borda externa da cabeça (o osso).

1. Em algum dos três cenários o osso aparece com brilho, mesmo que fraco?

2. No Raio-X, o osso é a estrutura mais branca da imagem. Aqui, ele é a mais escura, mesmo variando TR e TE totalmente. Por que essas duas tecnologias enxergam o osso de formas opostas?

06 Achando o ponto de cruzamento

Sem usar os cenários prontos, mexa livremente em TR e TE até encontrar um ponto onde o LCR e a substância branca aparecem com brilho quase igual na imagem.

1. Anote os valores de TR e TE que você achou.

2. Olhando os gráficos, esse ponto está mais perto de onde as curvas de LCR e substância branca se cruzam, ou mais longe? Isso é coincidência?

07 Navegando pelas fatias

Em qualquer cenário, arraste o slider Fatia do início ao fim.

1. Em quais fatias os ventrículos desaparecem completamente?

2. O tamanho da cabeça no desenho muda junto com a fatia. Por que um corte perto do topo do crânio ou perto da base deveria ser menor que um corte bem no meio, num exame real?

08 Síntese

Complete, sem consultar nada:

TR curto + TE curto = ponderação em _______________

TR longo + TE longo = ponderação em _______________

TR longo + TE curto = ponderação em _______________

Em uma frase: por que dá pra gerar três contrastes completamente diferentes do mesmo paciente, no mesmo aparelho, sem trocar nada além de dois números?